Rochas Ornamentais              

          
1) CONCEITOS E DEFINIÇÕES


As rochas ornamentais e de revestimento, também conhecidas como pedras naturais, abrangem os tipos litológicos que são extraídos em forma de blocos ou chapas e cortados e beneficiados de diversas formas. Os campos de aplicação são inúmeros, indo de peças isoladas até o uso em massa nas edificações como  revestimentos internos e externos.

Quando se trata de produção, 80% desta nos dias de hoje, é transformada em chapas e ladrilhos para revestimentos, 15% destinada as peças funerárias e os outros 5% em áreas diferenciadas. Nos revestimentos 60% são os pavimentos, 16% fachadas externas, 14% interiores e 10% são os acabamentos. Os mármores representam cerca de 45% da produção do mercado mundial, 40% são os granitos, 5% são os quartzitos e similares e 5% as ardósias.

2) TIPOLOGIA

O comércio subdivide as rochas ornamentais em, basicamente, dois grupos: granitos (rochas silicáticas) e mármores (rochas carbonáticas). Mas também há alguns outros tipos litológicos que englobam os quartzitos, os serpentinitos, os travertinos e as ardósias.

As rochas isótropas são homogéneas e mais usadas para revestimento, as rochas anisótropas são as movimentadas e geralmente utilizadas em peças isoladas. O padrão cromático é o mais levado em consideração na hora da qualificação comercial da rocha  e pode ser de três tipos : clássica, comum ou excepcional.

Os produtos obtidos através da extração de blocos e serragem de chapas que sofrem algum tipo de beneficiamento (polimento e lustro), são designados como rochas processadas especiais. E os produtos que são utilizados com as superfícies naturais em peças na calibragem, extraídos diretamente por laminação mecânica de chapas na pedreira, são chamados rochas processadas simples. As ardósias recebem um nome especifico, pois são comercializadas pela cor. Os serpentinitos tem os seus produtos comercializados sob a designação de mármores verdes.

3) NOÇÕES GERAIS DO BENEFICIAMENTO

O beneficiamento das rochas ornamentais refere-se ao desdobramento de materiais brutos, extraídos nas pedreiras em forma de blocos ou, em alguns casos específicos, em placas. A dimensão dos blocos varia de 5 a 10 m³, que são beneficiados sobretudo através da serragem (processo de corte) em chapas, por engenhos de serragem e talha blocos, para que no fim haja o acabamento para a dimensão final.

4) ACABAMENTO DE SUPERFÍCIES

O acabamento final vem logo após a serragem, o processo dá-se através de amaciamento, polimento e lustro, ou bujardagem ou  flamejamento. O amaciamento ou desbaste representa o adelgaçamento  das chapas, com a criação de superfícies planas e paralelas. O polimento conduz o desbaste fino da chapa e o fechamento dos grãos minerais, criando uma superfície lisa, opaca e mais impermeável que a face natural da mesma rocha. O lustro é aplicado no sentido de se imprimir brilho à superfície da chapa, produzido pelo espelhamento das faces dos cristais constituintes da rocha.

Os processos são realizados por cabeças abrasivas, à base de carbureto de sílico e diamante, em diferentes granulometrias (mais grosso para o amaciamento, e cada vez mais finos para o polimento e lustro final). O brilho define o resultado do polimento e do lustre, fechamento e espelhamento das chapas, podendo-se aferir o brilho através da acuidade visual ou com uso de aparelhos (glossmeter – medidores de brilho). 

DESDE 1973 AO SERVIÇO DAS PEDRAS ORNAMENTAIS

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